sexta-feira, 19 de junho de 2026

A Corrente do Bem

Sabe quando alguém faz um favor inesperado para você — daqueles que mudam o seu dia — e o seu peito enche de gratidão? A Corrente do Bem nasce exatamente aí, mas com um detalhe que muda tudo: em vez de você devolver o favor para quem te ajudou, você escolhe ajudar outra pessoa que também esteja precisando.

A ideia é que a bondade não seja um vai e vem preso entre duas pessoas, mas sim uma linha que vai avançando e alcançando cada vez mais gente. Imagine que você ajuda três pessoas hoje. Se cada uma dessas três decidir fazer o bem para mais três amanhã, em pouquíssimo tempo um bairro ou uma cidade inteira pode ser tocada por essa energia. É o amor que se multiplica sozinho.

Essa expressão ficou muito famosa no mundo inteiro por causa de um livro e de um filme com esse mesmo nome. Na história, um menino recebe um desafio na escola: criar uma ideia que possa mudar o mundo. Ele inventa esse sistema de "passar o bem adiante".

O mais bonito da Corrente do Bem é que ela não exige grandes fortunas ou atos heroicos. Ela funciona com as coisas mais simples do dia a dia: ajudar um vizinho idoso a carregar as compras, dar uma palavra de apoio sincera para um amigo que está triste, ceder a vez no trânsito ou até mesmo pagar um café para quem vem atrás na fila.

O único combustível que essa corrente precisa para continuar rodando é a nossa decisão de não deixar o bem parar na gente. Quando escolhemos passar o carinho adiante, o mundo vai ficando um pouquinho mais leve para todo mundo.

Gestos rápidos na rua ou no trânsito

  • Segure a porta ou o elevador: Um segundo do seu tempo pode poupar um baita esforço de quem está carregando sacolas, com carrinho de bebê ou simplesmente com pressa.

  • Ceda a vez: Deixar aquele carro entrar na sua frente com calma ou dar o seu lugar para alguém que está com poucos itens na fila do mercado acalma o trânsito e o coração.

  • Cumprimente com um sorriso: Dizer um "bom dia" ou "obrigado" olhando nos olhos de quem limpa a rua, do motorista do ônibus ou do atendente da padaria faz muita diferença. Essas pessoas passam o dia sendo ignoradas por muita gente.

No trabalho, na escola ou na internet

  • Elogie alguém do nada: Mande uma mensagem curta para um colega dizendo o quanto você admira o esforço dele ou o quanto ele é bom no que faz. O reconhecimento sincero dá um gás enorme na semana de qualquer um.

  • Compartilhe conhecimento: Se você sabe mexer em um programa de computador, resolver um problema ou fazer algo que um amigo tem dificuldade, ofereça ajuda sem cobrar nada.

  • Espalhe coisas boas nas redes sociais: Em vez de gastar tempo criticando, use um minutinho para deixar um comentário de incentivo na foto, no texto ou no projeto de alguém.

Com os vizinhos e amigos

  • Divida um carinho em forma de comida: Fez um bolo, um doce ou um café fresquinho? Separe um pedaço e leve para o vizinho do lado. É um costume antigo que infelizmente estamos perdendo, mas que aproxima as pessoas.

  • Apenas ouça: Quando um amigo ligar para desabafar, deixe o celular de lado e apenas escute. Não tente julgar ou dar sermão, apenas mostre que você se importa com o que ele está sentindo.

  • Ofereça uma ajuda prática: Sabe aquela vizinha idosa ou aquela mãe que vive correndo com os filhos? Pergunte se ela precisa de alguma coisa do mercado ou da farmácia da próxima vez que você for lá.

Quando você faz uma dessas coisas, a pessoa recebe uma dose de carinho e fica muito mais propensa a fazer o mesmo por outro lá na frente. É assim que a mágica da corrente acontece.

Qual desses gestos você acha que é o mais fácil de começar a praticar ainda hoje?

Como o amor muda a nossa vida e o mundo ao nosso redor

Amar e ajudar quem está ao nosso redor vai muito além de seguir uma regra da igreja ou uma obrigação social. Na verdade, fazer o bem tem um poder enorme de mudar tudo, tanto o mundo lá fora quanto o que sentimos aqui dentro de nós. É uma corrente de bondade que mexe com a nossa saúde, com a nossa casa e com o lugar onde vivemos.

Quando estendemos a mão para alguém, o nosso próprio corpo reage de forma positiva. A ciência já cansou de provar que a generosidade faz muito bem para a nossa mente. O cérebro recebe uma carga natural de bem-estar, liberando aquelas substâncias que nos dão uma sensação gostosa de paz, alegria e confiança. É por isso que ser solidário ajuda a afastar a solidão, diminui o estresse do dia a dia e acalma a ansiedade. No fim das contas, cuidar do outro dá um sentido verdadeiro para a nossa existência, fazendo a gente acordar de manhã com a certeza de que temos um propósito e de que somos importantes para alguém.

Esse aprendizado bonito começa bem cedo, dentro da nossa própria casa. A família é a nossa primeira escola, o lugar onde a gente aprende a dividir as coisas, a ouvir e a se colocar no lugar do outro. A convivência diária com os irmãos e parentes nos ensina o valor do cuidado e da responsabilidade com quem convive com a gente. Quando tratamos as pessoas da nossa casa com respeito, paciência e valorizamos o esforço de cada um, criamos laços tão fortes e seguros que servem de base para a vida inteira.

E quando esse amor transborda de dentro de casa e chega na rua, no bairro ou na cidade, a transformação acontece na sociedade inteira. Nós temos uma responsabilidade natural de olhar para o sofrimento do outro e tentar ajudar, pois a dor do próximo também deveria nos importar. Quando as pessoas se unem em mutirões, trabalhos voluntários ou pequenos gestos de carinho no dia a dia, a comunidade fica muito mais forte. Um lugar onde os vizinhos confiam e apoiam uns aos outros se torna bem mais seguro e acolhedor, principalmente para quem é mais fraco ou está passando por uma situação difícil. É assim que a gente vence a violência e o egoísmo: mostrando que ninguém está sozinho.

No fundo, tudo isso se resume àquele amor mais puro, que muitas religiões e fés ensinam, que é o de se doar sem esperar nada em troca. É uma escolha que a gente faz todo santo dia de espalhar a bondade, mesmo quando isso exige um esforço ou um pequeno sacrifício da nossa parte. Esse tipo de amor funciona como uma ponte, trazendo a bondade divina para o mundo real através de ações bem práticas, como um prato de comida, uma palavra de apoio ou um abraço sincero na hora da dor.

Fazer o bem não deve ser uma obrigação para tentar "ganhar pontos" com Deus, mas sim um gesto que nasce do coração por amor ao outro. No fim das contas, é justamente quando ajudamos de forma sincera, sem esperar nada em troca, que alegramos a vida do próximo e, de verdade, agradamos a Deus.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Como rezar quando não se sabe

Encontrar palavras quando o coração está pesado de incertezas pode ser um desafio. É perfeitamente normal sentir-se sem saber por onde começar ou como pedir por alívio. A prece, seja ela autoral ou tradicional, funciona como uma âncora que nos traz de volta ao momento presente e nos reconecta com a nossa espiritualidade e esperança. Buscamos Orações para Acalmar a Mente: Encontre Paz, Paciência e Esperança

Abaixo, trago uma oração original escrita especialmente para paz de espírito, seguida de uma seleção de preces tradicionais muito queridas e compartilhadas por quem busca conforto.

Oração Autoral: Refúgio nas Incertezas

Esta é uma prece íntima, pensada para ser lida em um momento de silêncio, respirando fundo, voltada para acalmar a ansiedade e reacender a esperança frente ao desconhecido. Preces de Conforto: Orações Poderosas para Lidar com a Ansiedade

"Fonte de toda a vida e amor, Neste momento em que o mundo lá fora parece incerto e o meu mundo de dentro está agitado, venho buscar silêncio e abrigo.

Acalma as águas turbulentas dos meus pensamentos. Ensina-me a não antecipar o amanhã com medo, mas a viver o dia de hoje com gratidão e coragem. Concede-me a paz de espírito para soltar o controle daquilo que não está em minhas mãos. Dá-me a paciência silenciosa da natureza, que sabe que há um tempo certo para o inverno passar e para as flores desabrocharem. E, acima de tudo, nutre em meu peito a esperança. Que eu possa confiar que, mesmo nas noites mais escuras, a luz da manhã sempre encontra o seu caminho de volta.

Que o meu coração seja leve, que a minha mente seja clara e que os meus passos sejam guiados pelo bem. Assim seja."

Textos e Preces de Conforto

Quando faltam palavras próprias, apoiar-se na sabedoria daqueles que vieram antes de nós traz imenso conforto.

1. A Oração da Serenidade (Reinhold Niebuhr)

Provavelmente a oração mais compartilhada do mundo para lidar com a ansiedade e a incerteza. É um lembrete prático e poderoso sobre onde devemos colocar nossa energia.

"Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, Coragem para modificar aquelas que posso, E sabedoria para distinguir umas das outras. Vivendo um dia de cada vez, Desfrutando um momento de cada vez, Aceitando as dificuldades como um caminho para a paz."

2. "Nada te Perturbe" (Santa Teresa de Ávila)

Um poema-oração simples, curto e profundamente consolador. Muitas pessoas o guardam na carteira ou como fundo de tela do celular para momentos de pânico ou angústia.

"Nada te perturbe, Nada te espante, Tudo passa, Deus não muda. A paciência tudo alcança; Quem a Deus tem, nada lhe falta: Só Deus basta."

3. Salmo 23 (Tradição Judaico-Cristã)

O clássico absoluto do conforto. As metáforas de águas tranquilas e pastos verdes são usadas há milênios para acalmar mentes aflitas.

"O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; Refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, Não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; O teu bordão e o teu cajado me consolam."

Uma dica para quem não sabe rezar: Não se preocupe em acertar as palavras. A prece não exige eloquência. Se preferir, você pode simplesmente fechar os olhos, respirar fundo e repetir mentalmente apenas uma frase que sirva de âncora, como: "Que eu encontre paz. Que eu tenha paciência. Que a esperança me guie."

A Oração na Era da Hiper conexão: O Resgate do Silêncio Consciente

 Vivemos com o mundo inteiro no bolso. Com um simples toque na tela, temos acesso a infinitas conversas, notícias de última hora, vídeos engraçados e a vida editada de milhares de pessoas. No entanto, em meio a essa hiperconexão sem precedentes, nunca nos sentimos tão solitários, ansiosos e, muitas vezes, vazios.

O mundo digital nos acostumou ao barulho constante. Nossas mentes estão sempre ocupadas processando a próxima notificação, o próximo scroll, a próxima urgência que, na verdade, nem é tão urgente assim.

Nesse cenário, a religiosidade e a vida espiritual acabam sendo empurradas para as margens da nossa rotina. Quando temos um momento de tédio ou de pausa — na fila do banco, no transporte público, ou naqueles cinco minutos antes de dormir —, nossa reação instintiva é sacar o celular. Preenchemos todas as lacunas do nosso dia com ruído. E o problema é que, historicamente e espiritualmente, Deus costuma falar no silêncio.

O Afastamento do Sagrado e a Fome de Silêncio

O afastamento da espiritualidade no mundo contemporâneo não se dá necessariamente por uma grande crise de fé, mas por pura falta de espaço e de tempo. Estamos simplesmente distraídos demais. A hiperconexão nos mantém na superfície da vida, enquanto a oração exige profundidade.

É aqui que entra a urgência do que podemos chamar de silêncio consciente.

O silêncio consciente não é apenas a ausência de barulho físico; é uma escolha intencional de aquietar as vozes do mundo para dar ouvidos à voz do Criador. É reconhecer que a nossa alma precisa respirar, assim como o nosso corpo. Quando desligamos o ruído digital, começamos a ouvir aquilo que estávamos abafando: nossas próprias inquietações, nossas gratidões e, mais importante, aquele sussurro suave de Deus, que não compete com os gritos das redes sociais.

"O silêncio não é um espaço vazio a ser preenchido com ruídos, mas um espaço sagrado a ser habitado pela presença."

Como Criar o seu "Momento de Deserto"

Desligar-se não é fácil. Nosso cérebro está viciado na dopamina das telas. Mas a oração é um hábito, um músculo que precisa ser exercitado com gentileza e persistência. Aqui estão alguns conselhos práticos para você criar o seu "momento de deserto" em meio à vida corrida:

  • Determine um "Cantinho da Oração": Você não precisa de uma capela em casa. Pode ser uma poltrona específica, um canto no tapete do quarto, ou até a varanda. O importante é que seu cérebro associe aquele espaço físico a um momento de paz. Deixe ali uma Bíblia, um livro de reflexões ou um pequeno símbolo da sua fé.

  • O Celular Fica em Outro Cômodo: Se o celular estiver ao seu lado, você vai olhar para ele. É quase inevitável. Quando for fazer o seu momento de deserto, deixe o aparelho carregando em outro ambiente ou coloque-o no "Modo Avião". Dê a si mesmo a permissão de ficar offline por alguns minutos. O mundo não vai acabar se você demorar um pouco para responder.

  • Comece Pequeno (e Seja Gentil Consigo Mesmo): Não tente começar com uma hora de meditação profunda se você não está acostumado. Comece com cinco minutos. Sente-se, feche os olhos, respire fundo três vezes. Apresente a Deus o seu dia, as suas preocupações e apenas fique em silêncio. Se a mente divagar (e ela vai), traga o foco de volta com uma palavra simples, como "Paz" ou "Senhor".

  • Crie Âncoras Sensoriais: Acender uma vela pode ser um ato poderoso. A chama física serve como um lembrete visual de que aquele momento é diferente, separado, sagrado. Fazer uma xícara de chá ou café e tomá-la em silêncio, apenas agradecendo pelo dia que começa ou termina, também é uma forma de oração encarnada.

  • Faça o "Desjejum Digital": Evite que a tela do celular seja a primeira coisa que seus olhos vejam ao acordar. Compre um despertador tradicional se precisar. Use os primeiros 10 ou 15 minutos do seu dia para alongar, olhar pela janela, agradecer pelo sopro de vida e entregar o seu dia a Deus.

Na era da hiper conexão, escolher o silêncio é um ato de rebeldia amorosa. É declarar que o nosso valor não está na nossa disponibilidade imediata para o mundo, mas na nossa filiação divina. Quando criamos a coragem de desligar as telas, descobrimos que nunca estivemos sozinhos; havia Alguém apenas esperando que ficássemos quietos o suficiente para nos abraçar.

Anjo Bom da Bahia


Falar de Santa Dulce dos Pobres é falar de uma santidade que não ficou isolada nos altares ou no silêncio dos conventos. Para a primeira santa nascida no Brasil, o chão de Salvador - com suas ladeiras, dores e contradições - foi o verdadeiro cenário onde a fé se transformou em abraço. Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, a nossa Irmã Dulce, mostrou ao mundo que o amor a Deus só é pleno quando se desdobra em cuidado real pelo irmão mais vulnerável.


O Altar das Ruas: Onde a Oração se Faz Ação

Muitos se perguntavam de onde vinha a força daquela mulher miúda, de saúde tão frágil - que operava com menos de trinta por cento da capacidade respiratória. A resposta estava na sua profunda vida de oração. Irmã Dulce não separava o tempo de rezar do tempo de agir; para ela, caminhar pelos Alagados ou acolher os enfermos no Largo de Roma era a própria extensão da sua conversa com Deus.

A sua jornada em Salvador foi um testemunho vivo de que a espiritualidade cristã ganha vida quando se suja os pés de poeira para ir ao encontro do outro. Quando as portas se fechavam, ela batia de novo. Quando o espaço faltava, ela improvisava: transformou o galinheiro do Convento de Santo Antônio no embrião das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), hoje um dos maiores complexos de saúde inteiramente filantrópicos do país.

Irmã Dulce via em cada pessoa em situação de rua, em cada criança abandonada e em cada doente desenganado a própria face de Cristo. Sua vida era uma missa celebrada no cotidiano, onde o pão partilhado era o remédio, o teto e a dignidade devolvida.

Outubro de 2019: O Reconhecimento de um Legado Eterno

No dia 13 de outubro de 2019, os sinos das igrejas de Salvador ecoaram de forma diferente, misturando-se à emoção que vinha da Praça de São Pedro, no Vaticano. Naquela manhã, o Papa Francisco canonizou oficialmente a freira baiana, dando-lhe o título de Santa Dulce dos Pobres.

A cerimônia não foi apenas um ato formal da Igreja, mas a confirmação de algo que o povo baiano já sabia há décadas: a doação absoluta daquela mulher era de natureza divina. A canonização levou o nome de Salvador e a força da fé brasileira para os quatro cantos do mundo, provando que os milagres de Dulce começaram muito antes, na sua teimosia santa em não deixar ninguém morrer sem amparo.

"As pessoas que vêm à nossa procura não precisam apenas de um prato de sopa ou de um remédio. Elas precisam, acima de tudo, de carinho, de uma palavra de conforto e de serem ouvidas." - Santa Dulce dos Pobres

Hoje, a memória de Santa Dulce continua viva na brisa que sopra na Cidade Baixa e no coração de cada voluntário e profissional que mantém sua obra de pé. Ela permanece como um farol para tempos difíceis, lembrando-nos de que a verdadeira fé nunca fecha os olhos para a dor do próximo.

Para que a Igreja Católica reconheça oficialmente a santidade de alguém, o Vaticano exige um processo rigoroso de comprovação científica e teológica de milagres. No caso de Santa Dulce dos Pobres, foram reconhecidos dois prodígios extraordinários, ambos ocorridos no Nordeste do Brasil, que confirmaram a sua intercessão divina.

O Primeiro Milagre: A Cura de Cláudia Cristina (Beatificação)

O primeiro milagre reconhecido pela Santa Sé aconteceu em 2001, na cidade de Itabaiana, em Sergipe, e levou à beatificação de Irmã Dulce em 2011.

  • O caso: Após dar à luz seu segundo filho, Cláudia Cristina dos Santos sofreu uma gravíssima hemorragia pós-parto. Ela passou por três cirurgias em um curto espaço de tempo, mas o sangramento não cessava.

  • A gravidade: Os médicos já haviam desenganado a paciente e a família, pois não havia mais recursos clínicos disponíveis para salvar sua vida.

  • A intercessão: Diante do sofrimento de Cláudia, o padre José Almir foi chamado ao hospital para os últimos sacramentos. Ele, que era muito devoto de Irmã Dulce, liderou uma corrente de oração pedindo a intercessão da freira baiana e entregou uma pequena relíquia à paciente.

  • O prodígio: De forma instantânea e inexplicável para a medicina, a hemorragia estancou completamente. Dias depois, Cláudia recebeu alta sem nenhuma sequela.

O Segundo Milagre: A Visão de Maurício Moreira (Canonização)

O milagre que transformou o "Anjo Bom da Bahia" definitivamente em Santa Dulce dos Pobres aconteceu em Salvador e beneficiou o soteropolitano Maurício Moreira, em 2014.

  • O caso: Maurício havia sido diagnosticado com um glaucoma gravíssimo e de rápido avanço. Ele passou 14 anos completamente cego de ambos os olhos.

  • A oração: Em maio de 2014, além da cegueira, Maurício começou a sofrer com uma conjuntivite severa que causava dores insuportáveis, impedindo-o de dormir. Desesperado pela dor, ele pegou uma imagem de Irmã Dulce, colocou-a sobre os olhos e rezou fervorosamente, pedindo apenas que a dor passasse para que ele pudesse descansar.

  • O prodígio: Maurício dormiu. Ao acordar na manhã seguinte, a dor havia sumido e, ao abrir os olhos, ele percebeu que conseguia enxergar perfeitamente as próprias mãos e o quarto.

  • A validação médica: O caso intrigou cientistas e peritos do Vaticano. Os exames de Maurício continuavam apontando a destruição do nervo óptico causada pelo glaucoma (o que, clinicamente, tornaria a visão impossível), mas, na prática, ele enxergava normalmente. A medicina classificou o acontecimento como uma "recuperação inexplicável e duradoura".

"Para mim, o maior milagre de Irmã Dulce não foi eu voltar a enxergar, mas sim a transformação que ela faz no coração de quem a conhece." — Maurício Moreira

Esses dois episódios foram as assinaturas divinas que a Igreja precisava para confirmar o que o povo de Salvador já testemunhava nas ruas: o amor de Santa Dulce ultrapassou as barreiras do tempo e continua curando e acolhendo quem mais precisa.

Aqui está a oração oficial a Santa Dulce dos Pobres. É uma prece linda, que reflete exatamente o equilíbrio entre o amor a Deus e o serviço ao próximo que ela viveu nas ruas de Salvador.

Oração a Santa Dulce dos Pobres

Senhor nosso Deus, lembrados da vossa filha, a Santa Dulce dos Pobres, cujo coração ardia de amor por vós e pelos irmãos, particularmente os mais pobres e necessitados, nós vos pedimos:

dai-nos a mesma fé e o mesmo amor, para que possamos servir-vos nos que sofrem. Concedei-nos, por sua intercessão, a graça que tanto necessitamos...

(Mentalize o seu pedido e faça um momento de silêncio)

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Recomenda-se rezar, em seguida, um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória ao Pai em agradecimento e fortalecimento da fé.


Onde o tempo e a oração se encontram

 Olá, queridos amigos e leitores.

Foto de André Cook: https://www.pexels.com/pt-br/foto/sunset-542310/
Se você já acompanhava este espaço e se lembra do "O poder da oração", saiba que meu coração se enche de profunda alegria ao reencontrá-lo. Se você acabou de chegar por aqui pela primeira vez, sinta-se acolhido e muito bem-vindo.

Olhando para a data da nossa última conversa, percebo que o tempo voou. Já se passaram quase dez anos desde a última publicação por aqui. Naquela ocasião, em outubro de 2016, contemplávamos a calmaria da Ponta do Humaitá e a beleza histórica do Forte de Mont Serrat, em Salvador. Parecia um instante em que o mundo corria em um ritmo diferente.

De lá para cá, quanta coisa mudou, não é verdade? O mundo acelerou de uma forma impressionante. Passamos por transformações profundas, fomos testados coletiva e individualmente, e a vida nos exigiu uma capacidade de adaptação que mal sabíamos que tínhamos. Na era das notificações sem fim, das telas brilhantes e da pressa que consome os dias, parece cada vez mais difícil encontrar um segundo de pausa. O tempo parece escorrer entre os dedos.

No meio de tanta velocidade e de tantas incertezas, porém, há uma verdade que permanece intocada. Existe algo que o tempo não consegue desgastar, que a tecnologia não substitui e que as tempestades da vida não podem arrancar de nós: a oração.

A oração é a nossa âncora imutável. Quando o mar ao redor fica agitado e as respostas do mundo já não bastam, fechar os olhos e silenciar a mente para falar com Deus continua sendo o porto mais seguro que existe. A prece sincera não envelhece, não sai de moda e não perde a força. Pelo contrário: quanto mais barulhento o mundo se torna, mais vital se faz o silêncio do nosso diálogo com o Pai.

Recentemente, senti um chamado forte no peito. Olhei para esta caixinha de texto em branco, que ficou guardada por tantos anos, e percebi que
a necessidade de partilhar a fé nunca deixa de existir. Voltei a escrever não para cumprir uma tarefa, mas porque acredito que, em tempos tão acelerados, todos nós precisamos de pequenos oásis de paz. Este blog sempre foi um cantinho para lembrar que não estamos sozinhos, e é isso que ele volta a ser hoje.

As portas estão abertas novamente. E agora que o nosso cantinho foi reativado, a minha maior curiosidade é saber de você. Como tem sido a sua caminhada de fé ao longo de todos esses anos? De que maneira a oração tem sustentado os seus dias e trazido paz ao seu coração diante das voltas que a vida dá?

Seja você um amigo de longa data ou alguém que acabou de encontrar esta página, deixe um comentário. Vamos caminhar juntos outra vez.

Que a paz de Deus guarde o seu coração hoje e sempre.

Com gratidão,

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Um passeio pela Boa Viagem-BA

Nesse vídeo iremos ver, de outro angulo, a beleza da região do bairro da Boa Viagem em Salvador, na Bahia. Veremos a Igreja da Boa Viagem, o Forte do Mont Serrat e a Ponta do Humaitá. Voaremos de forma a margear a praia com mesmo nome do bairro e mostrar o encanto que a região nos dá de tão lindo.