A oração é a comunicação com Deus. As orações são dirigidas a Deus (às vezes, em nome de Jesus Cristo ou de santos como intercessores), e podem ser feitas em voz alta, falada, em canção ou em silêncio. A "oração" é o fruto consciente do relacionamento com Deus. Por elas podemos expressar a busca generosa e amorosa de Deus. É a necessidade que o ser humano sente em ter algum tipo de comunhão com Deus e assim, buscar se libertar das angustias da vida.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
O que é orar em línguas?
Resposta: Há quatro passagens principais que são usadas como evidência para orar em línguas: Romanos 8:26; 1 Coríntios 14:4-17; Efésios 6:18 e Judas versículo 20. Efésios 6:18 e Judas versículo 20 mencionam “orando no Espírito”. No entanto, línguas como uma linguagem de oração é bem improvável que seja uma interpretação para “orando no Espírito”.
Romanos 8:26 nos ensina: “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis”. Dois pontos importantes fazem bem improvável com que Romanos 8:26 esteja se referindo a línguas como uma linguagem de oração. (1) Romanos 8:26 indica que é o Espírito que expressa “gemidos”, e não os Cristãos. (2) Romanos 8:26 indica que esses gemidos do Espírito são “inexprimíveis”. A essência de falar em línguas é expressar palavras.
Isso nos deixa com 1 Coríntios 14:4-17 e versículo 14 especialmente: “Porque, se eu orar em outra língua, o meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera”. 1 Coríntios 14:14 menciona claramente “orar em outra língua”. O que isso significa? Primeiro, estudar o contexto é de grande valor. 1 Coríntios capítulo 14 é primeiramente uma comparação / contraste entre o dom de falar em línguas e o dom de profecia. Versículos 2-5 deixam bem claro que Paulo enxerga profecia como um dom superior ao dom de línguas. Ao mesmo tempo, Paulo exclama o valor de línguas e declara que ele é contente com o fato de que ele fala em línguas mais do que qualquer outra pessoa (versículo 18).
Atos capítulo 2 descreve a primeira ocorrência do dom de línguas. No dia de Pentecostes, os apóstolos falaram em línguas. Atos capítulo 2 deixa bem claro que os apóstolos estavam falando em uma linguagem humana (Atos 2:6-8). A palavra traduzida “línguas” em Atos 2 e 1 Coríntios 14 é “glossa”, o que significa “linguagem”. É a palavra da qual temos a palavra moderna “glossário”. Falar em línguas era a habilidade de falar em uma língua que você não conhecia, para comunicar o Evangelho a alguém que falava aquela língua. Na área multicultural de Corinto, parece que o dom de línguas era de grande valor e importância. Os Cristãos de Corinto puderam comunicar melhor o Evangelho e a Palavra de Deus como resultado do dom de línguas. No entanto, Paulo deixou bem claro, mesmo com esse uso de línguas, que era para ser traduzido como “interpretar” (1 Coríntios 14:13,27). Um crente de Corinto falaria em línguas, ministrando a verdade de Deus para alguém que falava aquela língua, e então aquele crente, ou outro na igreja, era para interpretar o que estava sendo falado, para que toda a assembléia pudesse entender o que estava sendo dito.
O que, então, é orar em línguas e como é diferente de falar em línguas? 1 Coríntios 14:13-27 indica que orar em línguas também é para ser interpretado. Como resultado, aparenta ser o caso que orar em línguas era oferecer uma oração a Deus. Essa oração ministraria a alguém que falava aquela língua, mas também precisaria ser interpretada para que todo o corpo pudesse ser edificado.
Essa interpretação não concorda com uma outra explicação que enxerga orar em línguas como uma linguagem de oração. Essa outra interpretação pode ser resumida de tal forma: orar em línguas é uma linguagem de oração pessoal entre aquele que crê e Deus (1 Coríntios 13:1), que o crente usa para se edificar (1 Coríntios 14:4). Esse interpretação não é Bíblica pelos seguintes motivos: (1) Como é que orar em línguas pode ser uma linguagem particular, se é para ser interpretada (1 Coríntios 14:13-17)? (2) Como é que orar em línguas pode ser para auto-edificação quando a Bíblia ensina que os dons espirituais são para a edificação da igreja, não de nós mesmos (1 Coríntios 12:7)? (3) Como é que orar em línguas pode ser uma linguagem particular de oração se é para ser um “sinal para os incrédulos” (1 Coríntios 14:22)? (4) A Bíblia deixa bem claro que nem todo mundo possui o dom de línguas (1 Coríntios 12:11, 28-30). Como é que línguas pode ser um dom de auto-edificação se nem todo crente o possui? Não é verdade que todos nós precisamos ser edificados?
Há um outro entendimento de orar em línguas que precisa ser mencionado. Alguns acreditam que orar em línguas é para ser um “linguagem de código secreta” que não permite que Satanás e seus demônios entendam nossas orações, e portanto ganhe uma certa vantagem sobre nós. Essa interpretação não é Bíblica por duas razões: (1) O Novo Testamento é consistente em descrever línguas como uma linguagem humana. É pouco provável que Satanás e seus demônios não sejam capazes de entender linguagens humanas. (2) A Bíblia registra inúmeros crentes orando em sua própria língua, em voz alta, sem se preocupar com Satanás interceptando a oração. Até mesmo se Satanás e/ou seus demônios escutassem e entendessem as orações que fazemos – eles não têm nenhum poder para prevenir que Deus responda as orações de acordo com Sua vontade. Sabemos que Deus escuta nossas orações, e esse fato torna a possibilidade de Satanás e seus demônios escutarem nossas orações irrelevante.
Tendo dito tudo isso, o que dizer dos vários Cristãos que têm experimentado orar em línguas e acham que é realmente poderoso para edificar? Primeiramente, precisamos basear nossa fé e prática na Bíblia, não em experiência. Precisamos enxergar nossas experiências de acordo com a Bíblia, não interpretar a Bíblia de acordo com as nossas experiências. Segundo, muitos dos cultos e religiões mundiais também registram ocorrências de falar em línguas / orar em línguas. É claro que o Espírito Santo não está distribuindo o dom de línguas aos incrédulos. Então, parece ser o caso que os demônios podem falsificar o dom de falar em línguas. Isso deve fazer com que comparemos com mais cuidado ainda nossas experiências com a Bíblia. Terceiro, muitos estudos têm mostrado que falar / orar em línguas pode ser um comportamento que se aprende. Quando se escuta e observa outros falando em línguas, uma pessoa poder aprender tal procedimento, mesmo que subconscientemente. Essa é a explicação mais provável para a grande maioria de exemplos de pessoas falando / orando em línguas entre os Cristãos. Quarto, o sentimento de “auto-edificação” é natural. O corpo humano produz adrenalina e endorfina quando experimenta algo novo, empolgante, emocionante e/ou desconectado de pensamento racional.
Orar em línguas com certeza é um assunto que os Cristãos devem discordar com amor e respeito uns pelos outros. Orar em línguas não é o que determina salvação. Orar em línguas não é o que separa um Cristão maduro de um imaturo. Se orar em línguas é ou não uma linguagem de oração não é fundamental à fé Cristã. Então, enquanto acreditamos que a interpretação bíblica de orar em línguas não sustenta a idéia de uma linguagem pessoal para auto-edificação – também reconhecemos que muitos que a praticam são nossos irmãos e irmãs em Cristo, que merecem nosso amor e respeito.
Obs.: Encontrei esse texto no site "http://www.gotquestions.org/portugues/orar-em-linguas.html" e achei de muita importância ser publicado para o conhecimento de outros.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Lendas de Natal: quem foi o Papai Noel na vida real

Descubra curiosidades sobre o Natal e conheça algumas lendas natalinas:
A LENDA DE SÃO NICOLAU
Sabe-se que São Nicolau de Bari nasceu em Patara, província de Lícia (Turquia). Desde pequenino ajudou os pobres. Nicolar era uma pessoa muito religiosa e dedicou a vida a Deus. Foi consagrado sacerdote e professou sua fé em um mosteiro. Depois foi bispo em Mira (Turquia). Faleceu em 6 de dezembro de 345, e todo ano se celebra sua festa nessa data. No Oriente é chamado São Nicolau de Mira, embora, quando a Turquia foi invadida pelos maometanos, em 1807, alguns católicos tivessem levado o santo para Bári (Itália), onde lhe foi construída uma basílica. Foi também chamado de Magno. Dizem que São Nicolar é um santo muito milagroso. Desde o século VI construíram-se diversos templos em sua homenagem. É padroeiro da Rússia, Grécia e Turquia. Na Idade Média, a lenda de São Nicolau se estendeu pela Europa, principalmente na Itália e nos estados alemães e holandeses. Na Holanda, é o padroeiro da cidade de Amsterdã e dos marinheiros holandeses, pois lhe é atribuída a capacidade de aquietar os mares durante as tempestades. Quando os holandeses colonizaram Nova Amsterdã (a atual ilha de Manhattan, nos EUA), fizeram todo o possível para manter seu culto e tradições no Novo Mundo.
QUEM É PAPAI NOEL?
O velhinho gordo, barbudo e vestido de vermelho é uma das figuras centrais do Natal, que inclusive em algumas partes do mundo conseguiu substituir os Reis Magos e o menino Jesus como o ser generoso que leva presentes às crianças que se comportam bem. Pode-se considerar que seja ele o representante do Natal secular. É conhecido por vários nomes, dependendo de cada região do mundo, e, embora se associe a diferentes lendas, sua presença é sentida praticamente em toda a Terra durante a época natalina.
DE ONDE SURGIU O PAPAI NOEL QUE CONHECEMOS HOJE ?
Acombinação de São Nicolau, o espírito do Natal e Kris Kringle (por sua vez a mescla do Christkind com a figura de Pelznickel) ganhou ímpeto nos EUA graças aos imigrantes holandeses da região de Nova Amsterdã. Em 1804, foi fundada a Sociedade Histórica de Nova York, com Nicolau de Bári como santo padroeiro, e seus membros reviveram a tradição holandesa de São Nicolau como portador de presentes. Em 1809, Washington Irving publicou uma sátira sobre a história de Nova York (a História de Nova York segundo Knickerbocker), na qual zombava do passado holandês da cidade e incluía também a referência a São Nicolau. Quando Irving se associou à Sociedade Histórica no ano seguinte, presenciou as festividades da ceia anual de São Nicolau, que incluíam uma figura bordada do São Nicolau tradicional (alto e com uma túnica comprida) e um poema sobre Papai Noel (em holandês, Sinterklaas). Irving editou sua sátira sobre a história de Nova York em 1812 e acrescentou detalhes sobre Nicolau voando acima das copas das árvores, numa carroça em que levava seus presentes para as crianças. O fato de Washington Irving chamar esse personagem de “guardião de Nova York” fez sua popularidade transbordar e contagiar os americanos de origem inglesa, que também começaram a celebrar sua festa a cada 6 de dezembro e que transformaram o Sinterklaas holandês no Papai Noel americano. Em 1812, um impressor de Nova York, chamado William Gilley, publicou um poema sobre Sancte Claus, que se vestia com peles e conduzia um trenó puxado por uma rena. Contudo, o Sancte de Gilley era muito pequeno, como um duende. A versão humana de Noel se tornou a imagem dominante por volta de 1841, quando um comerciante de Filadélfia, chamado J. W. Parkinson, contratou um homem para que se vestisse de Kris Kringle e subisse ao telhado de sua loja.
A LENDA DE MAMÃE NOEL
Mamãe Noel é a esposa de Papai Noel. Costuma ser representada como uma mulher carinhosa que está sempre ao lado do marido, ajudando-o e dando lhe apoio. Em geral usa óculos e tem os cabelos brancos presos num coque ou numa trança. É tão gorducha quanto o marido e costuma vestir-se de vermelho. As representações de Mamãe Noel são bastante similares: mostram-na como uma mulher corpulenta que adora cozinhar e está sempre preocupada em manter as coisas em ordem no Pólo Norte para que tudo corra à perfeição no Natal. Suas atividades incluem desde passar a roupa vermelha do Papai Noel até supervisionar a forma como são elaborados os brinquedos.
COMO SURGIU A MAMÃE NOEL?
A autora americana Katherine Lee Bates foi a primeira a introduzir a Mamãe Noel na cena natalina no poema “A esposa de Papai Noel num passeio de trenó”, publicado em 1889. No poema, a Mamãe Noel pede ao marido que a deixe acompanhá-lo em sua viagem pelo mundo para distribuir brinquedos. Queixa-se de que é ela quem faz todo o serviço e ele é quem recebe toda a glória, portanto é justo que lhe permita ir. Como todas as esposas, ela acaba por convencê-lo não só a deixar que guie as renas como também que entregue alguns presentes. Assim, acompanha Papai Noel durante todo o trajeto e regozija-se por proporcionar alegria a todas as crianças.

Este aqui é o endereço da Joulupukki Cammare (Casa do Papai Noel):
Santa Claus
FIN-96930 Arctic Circle
Rovaniemi - Finlândia
http://www.santaclausoffice.fi/
Retirado do site: http://www.selecoes.com.br/selecoesevoce/conhecimento/1121/Lendas-de-Natal-quem-foi-o-Papai-Noel-na-vida-real.html
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Dicas de combate ao desperdício de alimentos
- Não jogue fora os talos do agrião, pois eles contém muitas vitaminas. Limpe, pique e refogue com tempero e ovos batidos.
- As folhas da cenoura são ricas em vitamina A e devem ser aproveitadas para fazer bolinhos, sopas ou picadinhos em saladas. O mesmo pode se dizer das folhas duras da salsa.
- A água do cozimento das batatas acaba concentrando todas as vitaminas. Aproveite-a, juntando leite em pó e manteiga para fazer purê.
- As cascas da batata, depois de bem lavadas, podem ser fritas em óleo quente e servidas como aperitivo.
- A casca da laranja fresca pode ser usada em pratos doces à base de leite, como arroz doce e cremes.
- A parte branca da melancia pode ser usada para fazer doce, que se prepara como o doce de mamão verde.- Com as cascas das frutas (ex: goiaba, abacaxi, etc), pode-se preparar sucos batendo-as no liqüidificador. Este suco pode ser aproveitado para substituir ingredientes líquidos no preparo de bolos.
- Evite consumir folhas com aparência amarelada.
- Cozinhe as verduras a vapor, assim elas não perderão o valor nutritivo.
- Quando for ralar a casca do limão, nunca chegue à parte branca, pois ela é amarga e pode prejudicar o sabor doce da preparação.
Cascas, folhas e talos também devem fazer parte do seu cardápio
É importante a utilização de cascas, talos e folhas, pois o aproveitamento integral dos alimentos, além de diminuir os gastos com alimentação e melhorar a qualidade nutricional do cardápio, reduz o desperdício de alimentos, e torna possível a criação de novas receitas.
Esse conceito deve ser realizado no dia a dia por qualquer pessoa, independentemente de sua classe social ou econômica. Isso significa eliminar alguns preconceitos alimentares de que esse tipo de alimentação é somente usada em programas sociais voltados para população de baixa renda, e não levam em conta o valor nutricional de alguns alimentos, que quase sempre está concentrado nas cascas ou folhas.
Essas partes do alimento que posteriormente iriam para o lixo podem ser bem aproveitadas, servindo para suprir a carência de nutrientes no organismo, e tornando o cardápio mais saudável e criativo.
Procedimentos de higienização
Como higienizar frutas, verduras e legumes:
Lembrando que o manipulador deve sempre lavar as mãos com água e sabão, quando estiver em contato com qualquer tipo de preparação alimentícia.
1. Retirar as partes estragadas;
2. Lavar folha a folha ou um a um em água corrente;
3. Higienizar em solução com hipoclorito de sódio por 15 minutos ou de acordo com a instrução do rótulo. O hipoclorito pode ser encontrado em mercados ou adquirido gratuitamente nos postos de saúde. Por isso, exija o seu;
4. Enxaguar em água filtrada, pois a água corrente sem filtrar possui sujeira e microorganismos;
5. Colocar em utensílio limpo e coberto.
Retirado do site: http://www.bancodealimentos.org.br/por/index.htm
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
O Santo das causas justas e urgentes

Oração a Santo Expedito
Ó grande Santo Expedito, mártir e soldado de Cristo, que com toda a generosidade vos consagraste a Deus, sacudindo toda a frouxidão em seu serviço, ajudai-me com vossas orações junto de Deus, para que eu também me arrependa de meus pecados e me converta para Deus, servindo-o com todo o fervor. Vós não tivestes receio de sacrificar a vida e derramar o sangue pelo santo nome de Jesus Cristo; ensinai-me a me sacrificar igualmente pela glória de Deus e pela salvação de minha alma. Pois para que me servirá o mundo inteiro se vier a perder meu Deus? Por isso recomendo-me a vossas poderosas súplicas, par aque me alcanceis de Deus a graça de procurar em primeiro lugar os interesses de minha alma. Afinal, peço-vos também queme ajudeis em minhas necessidades e me alcanceis a graça que, humildemente, omploro de vossa caridade. Meu Santo Expedito das causas justas e urgentes, socorre-me nesta hora de aflição e desespero, interceda por mim junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo. Vós que sois um Santo Guerreiro, Vós que sois o Santo dos Aflitos, Vós que sois o Santo dos Desesperados, Vós que sois o Santo das causas urgentes, proteja-me, ajude-me, dai-me força, coragem e serenidade. Peço atenção ao meu pedido “FAÇA O PEDIDO”. Ajude-me a superar estas horas difíceis, proteja-me de todos que possam me prejudicar, proteja a minha família. Atenda ao meu pedido com urgência. Devolva-me a paz e a tranquilidade.Serei grato pelo resto de minha vida e levarei seu nome a todos que tem fé. Amém.
Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e fazer o Sinal da Cruz.
Adaptado do livro: Orações do Povo de Deus. Editora Vozes.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Oração a Nossa Senhora Aparecida

sábado, 20 de junho de 2009
Quem foi João Batista

João Batista ou Baptista, (Judeia, 2 a.C. - 30 d.C.) foi um pregador judeu, do início do século I, citado por inúmeros historiadores, entre os quais estão Flávio Josefo e os autores dos quatro Evangelhos da Bíblia.
Segundo a narração do Evangelho de São Lucas, João Baptista era filho do sacerdote Zacarias e Isabel (ou Elizabete), prima de Maria, mãe de Jesus. Foi profeta e considerado pelos cristãos como o precursor do prometido Messias, Jesus Cristo. Baptizou muitos judeus, incluindo Jesus, no rio Jordão, e introduziu o baptismo de gentios nos rituais de conversão judaicos, que mais tarde foram adoptados pelo cristianismo.
História e biografia
Infância e educação
Segundo interpretações do Evangelho de Lucas, era um nazireu de nascimento. Outros documentos defendem que pertencia à facção nazarita da Palestina, integrando-a na puberdade, era considerado, por muitos, um homem consagrado. De acordo com a cronologia neste artigo, João teria nascido no ano 7 a.C.; os historiadores religiosos tendem a aproximar esta data do ano 1º, apontando-a para 2 a.C..
Como era prática ritual entre os judeus, o seu pai Zacarias teria procedido à cerimônia da circuncisão, ao oitavo dia de vida do menino. A sua educação foi grandemente influenciada pelas ações religiosas e pela vida no templo, uma vez que o seu pai era um sacerdote e a sua mãe pertencia a uma sociedade chamada "as filhas de Araão", as quais cumpriam com determinados procedimentos importantes na sociedade religiosa da altura.
Aos 6 anos de idade, de acordo com a educação sistemática judaica, todos os meninos deveriam iniciar a sua aprendizagem "escolar". Em Judá não existia uma escola, pelo que terá sido o seu pai e a sua mãe a ensiná-lo a ler e a escrever, e a instruí-lo nas atividades regulares.
Aos 14 anos há uma mudança no ensino. Os meninos, graduados nas escolas da sinagoga, iniciam um novo ciclo na sua educação. Como não existia uma escola em Judá, os seus pais terão decidido levar João a Engedi (atual Qumram) com o fito de este ser iniciado na educação nazarita.
João terá efetuado os votos de nazarita que incluíam abster-se de bebidas intoxicantes, o deixar o cabelo crescer, e o não tocar nos mortos. As ofertas que faziam parte do ritual foram entregues em frente ao templo de Jerusalém como caracterizava o ritual.
Engedi era a sede ao sul da irmandade nazarita, situava-se perto do Mar Morto e era liderada por um homem, reconhecido, de nome Ebner.
Influência religiosa
É perspectiva comum que a principal influência na vida de João terá sido o registros que lhe chegaram sobre o profeta Elias. Mesmo a sua forma de vestir com peles de animais e o seu método de exortação nos seus discursos públicos, demonstravam uma admiração pelos métodos antepassados do profeta Elias. Foi muitas vezes chamado de “encarnação de Elias” e o Novo Testamento, pelas palavras de Lucas, refere mesmo que existia uma incidência do Espírito de Elias nas ações de João.
O Discurso principal de João era a respeito da vinda do Messias. Grandemente esperado por todos os judeus, o Messias era a fonte de todas as esperanças deste povo em restaurar a sua dignidade como nação independente. Os judeus defendiam a ideia da sua nacionalidade ter iniciado com Abraão, e que esta atingiria o seu ponto culminar com achegada do Messias. João advertia os judeus e convertia gentios, e isto tornou-o amado por uns e desprezado por outros.
Importante notar que João não introduziu o batismo no conceito judaico, este já era uma cerimônia praticada. A inovação de João terá sido a abertura da cerimônia à conversão dos gentios, causando assim muita polêmica.
Numa pequena aldeia de nome “Adão” João pregou a respeito “daquele que viria”, do qual não seria digno nem de apertar as alparcas (as correias das sandálias). Nessa aldeia também, João acusou Herodes e repreendeu-o no seu discurso, por este ter uma ligação com a sua cunhada Herodíades, que era mulher de Filipe, rei da Ituréia e Traconites (irmão de Herodes Antipas I). Esta acusação pública chegou aos ouvidos do tetrarca e valeu-lhe a prisão e a pena capital por decapitação alguns meses mais tarde.
O batismo de Jesus
Pessoalmente para João, o batismo de Jesus terá sido o seu auge experiencial. João terá ficado admirado por Jesus se ter proposto para o batismo. Esta experiência motivou a sua fé e o seu ministério adiante.
João batizava em Pela, quando Jesus se aproximou, na margem do rio Jordão. A síntese bíblica do acontecimento é resumida, mas denota alguns fatores fundamentais no sentimento da experiência de João. Nesta altura João encontrava-se no auge das suas pregações. Teria já entre os 25 e os 30 discípulos e batizava judeus e gentios arrependidos. Neste tempo os judeus acreditavam que Deus castigava não só os iníquos, mas as suas gerações descendentes. Eles acreditavam que apenas um judeu poderia ser o culpado do castigo de toda a nação. O batismo para muitos dos judeus não era o resultado de um arrependimento pessoal. O trabalho de João progredia.
Os relatos Bíblicos contam a história da voz que se ouviu, quando João batizou Jesus, dizendo “este é o Meu filho amado com o qual Me alegro”. Refere que uma pomba esvoaçou sobre os dois personagens dentro do rio, e relacionam essa ave com uma manifestação do Espírito Santo. Este acontecimento sem qualquer repetição histórica tem servido por base a imensas doutrinas religiosas.
Prisão e morte
O aprisionamento de João ocorreu na Pereia, a mando do Rei Herodes Antipas I no 6º mês do ano 26 d.C.. Ele foi levado para a fortaleza de Macaeros (Maqueronte), onde foi mantido por dez meses até ao dia de sua morte. O motivo desse aprisionamento apontava para a liderança de uma revolução. Herodias, por intermédio de sua filha, conseguiu coagir o Rei na morte de João, e a sua cabeça foi-lhe entregue numa bandeja de prata e depois foi queimado em uma fogueira numa das festas palacianas de Herodes.
Os discípulos de João trataram do sepultamento do seu corpo e de anunciar a sua morte ao seu primo Jesus.
Cristianismo
Flávio Josefo um historiador do século I relacionou a derrota do exercito de Herodes frente a Aretas IV (Rei da Nabateia) se deveria ao fato da prisão e morte de João Baptista – um homem consagrado que pregava a purificação pelo Batismo.
Flávio Josefo refere também que o povo se reunia em grande número para ouvir João Baptista, e Herodes temeu que João pudesse liderar uma rebelião, mandando-o prender na prisão de Maqueronte e de seguida matou-o.
Filosofia religiosa
João era um judeu de educação. Toda a filosofia judaica foi-lhe incutida desde criança. No tempo de João Baptista o povo vivia subjugado à soberania dos chamados gentios havia quase cem anos. A desilusão nacional levantava inúmeras questões a respeito dos ensinamentos de Moisés, do desocupado trono de David e dos pecados da nação.
Era difícil de explicar na religião daquele povo a razão pela qual o trono de David se encontrava vazio. A tendência do povo era justificar os acontecimentos adversos com um provável “pecado nacional”, tal como tinha acontecido anteriormente no cativeiro da Babilônia, e outros mais.
Os judeus acreditavam na previsão de Daniel a respeito do Messias, e consideravam que a chegada desse prometido iniciaria uma nova época – a do Reino do céu. A pregação de João é fortemente influenciada pela antevisão do "Reino dos Céus". E os ouvintes acreditavam que o esperado Messias estaria para chegar e restaurar a soberania do povo que eles definiam como escolhido, e iniciar uma nova época na Terra: a época de justiça.
A pergunta era quando. A fé de todos defendia que seria ainda naquela geração, e João vinha confirmar o credo. A fama da sua pregação era o fato deste pregador ser tão convicto ao anunciar o Messias para breve. Milhares de pessoas, na sua ânsia pela liberdade acreditavam devotamente em João e nas sua admoestações.
Muitos judeus acreditavam que o Reino dos Céus iria ser governado na terra por Deus em via direta. Outros acreditavam que Deus teria um representante – o Messias, que serviria de intermediário entre Deus e os Homens. Os judeus acreditavam que esse reino seria um reino real, e não um reino espiritual como os cristão mais tarde doutrinaram. Foi esse o motivo da negação de Jesus como o Messias, por parte da maioria do povo Judeu.
João pregava que o "Reino de Deus" estaria "ao alcance das mãos" e essa pregação reunia em sua volta centenas de pessoas sedentos de palavras que lhes prometessem que o seu jugo estava próximo do fim.
João escolheu o Vau de Betânia para pregar. Este local de passagem era frequentada por inúmeros viajantes que levavam a mensagem de João a lugares distantes. Isto favoreceu grandemente o espalhar das suas palavras. Quando ele disse "até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão" ele referia-se à 12 pedras que Josué tinha mandado colocar na passagem do rio, simbolizando as doze tribos, na primeira entrada do povo na Terra Prometida.
João era um pregador heróico. Ele falava ao povo expondo os líderes iníquos e as suas transgressões. Quando o assemelhavam a Elias, era porque este tinha o mesmo aspecto rude e admoestador do seu antecessor. João não queria simpatia. Ele pregava a mudança, chamava "raça de víboras" e com o indicador apontado, tal como Elias o tinha feito anteriormente, e isto o categorizou como profeta.
João tinha discípulos. Isto significa que ele ensinava. Ele tinha aprendizes com quem dispensava algum tempo em ensinar. Havia interesse nas suas palavras e filosofia nos seus ensinamentos.
Retirada do site: http://pt.wikipedia.org/wiki/João_Batista